Contos de Sombraluna: Gêmeos

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Contos de Sombraluna: Gêmeos

Mensagem por Visha em Qua Set 30, 2015 8:52 am

Numa noite de trovoadas ao leste da mata densa de Vale Gris, uma jovem mãe Kaldorei amamenta seus dois filhos recém nascidos em sua pequena cabana.

Eval Sombraluna adentra à Cabana
.

Eval - Minhas crias, elas nasceram ao abater o troféu, sinto isso.

Ashia - E o que escolhestes para os nossos filhotes, Eval? Estou curiosa.

Eval - As Patas do Urso e suas duas Presas...

Eval atreve-se a pegar seu filho dos braços de Ashia, mostrando-lhe as Presas de Urso

Eval - Você seguirá o meu legado, caçarás com determinação cada criatura com estas presas e tombarás seus inimigos com impiedade.

Eval poe seu filho em um lençol de couro, colocando em cada lado do lençol uma Presa de Urso. A filha é pega pelo braço do pai, enquanto a criança observa as Patas de Urso noutra mão de Eval, ele cita:

Eval - Serás forte e valente, forte o suficiente para lutares por seus princípios e valente para mantê-los intactos. Você nos orgulhará, filha.

A criança é levada noutro lençol de couro e dorme abraçada com suas Patas de Urso.





Os raios de sol penetram entre o aglomerado das folhas roxa, fazendo Wylden Sombraluna acordar em ânimo... Ânimo após anos de espera por tal dia.

Wylden - Acorda, sua preguiçosa, acorda! Hoje é o nosso dia, tornaremos-nos caçadores!

Visha - (Sonolenta). Wylden, pai ensinou-nos a caçar há anos...

Wylden - Não, não, mas hoje é que teremos o mérito de caçadores, Cantilenda inteira contará com nosso auxílio nas caças.

Visha - Eu caço por mim mesma, tolo, os outros que aprendam a caçar por si.

Wylden olha reprovadamente para Visha após sair de suas cabanas.

Wylden - Cochilou o suficiente, irmã? Trouxe-te um pequeno presente da minha caçada matinal.

Visha - Hmmm... Um Bracelete de Dentes de Lebre? Não esperava algo tão bem ornado por você, obrigada.

Wylden - Fiz um para mim também, será uma lembrança nossa deste dia especial. Pegue seu punhal, o líder espera-nos lá na floresta.

Os irmãos chegam atrasados, mas as instruções são logo dadas à eles e, em entusiasmo jovial, disparam em corrida para cumprirem o pedido

Wylden - Passos sorrateiros, irmã! O Espreitaluna está logo ali.

Visha - Sem joguinhos, irmão, não quero que esta nossa caça sofra como a ultima.

Wylden aproxima-se furtivamente da presa, apunhalando-na na lombar propositalmente. O jovem Kaldorei tem as patas do Espreitanoite cravados em seu braço, mas Visha perfura o pescoço da presa ao conseguir chegar.

Wylden - Argh... Preciso... Descansar um pouco.

Visha - Sua pele, usarei-a não apenas por proteção, mas também como intimidação aos meus inimígos.
Sua Carne, deleitarei-me dela apenas por pura necessidade, venerando-te por permitires minha sobrevivência.
Seus ossos, moerei-os e jogarei rio abaixo, permitindo o seu corpo fluír ao rítmo da natureza
Sua alma, a partir do meu ato carrego sua essência e legado.
Defenderei seus famíliares de todo o mal pútrido que os atormentarem.
A caça pela caça.

Wylden - Veneras tanto tal criatura e deixa-me sofrendo em agonia em baixo desta árvore? Você é perversa, Visha.

Visha - Ela apenas se defendeu, e você? Torturastes ela e pagas pelo preço agora. É o mínimo que podemos fazer por ela, irmão.

Wylden - Apenas... Leve o corpo dela para casa, hoje à noite nossos pais voltarão de Astranaar, eles ficarão orgulhosos pela nossa conquista e comemorarão conosco o nosso Ritual dos Caçadores, irmã!

Visha - Também anseio pela vinda dos pais, sinto saudades deles...

A Lua surge suavemente pelos céus, acompanhada com uma grande festa em Cantilenda

Wylden - Beba, minha irmã, beba! daqui algumas horas receberemos nosso glorioso Cocar de Penas.

Visha - Estou apenas faminta, Wylden.

Wylden - Esperarás ser adulta para beber? Eu adio o meu tempo.

Visha - Espere... Você ouviu isso? Gritos vêem próximo à entrada!

Wylden - Por Eluna, deixe-me que irei ver, fique aqui! Volto em instantes. (Sai em passos silenciosos)

Sátiro - Ora ora, uma pequena Kaldorei sozinha para eu putrificar os ossos e comer as tripas!

Visha - Você terá de se esforçar e muito, demônio!

Visha é arremessada para longe enquanto tenta combater o Sátiro.

Sátiro - Seus golpes estão apenas fazendo-me perder tempo, suma daqui!

Os olhos da Kaldorei lacrimejam ao observar sua vila sendo consumida pelo Fogo Verde, seus ouvidos são amedrontados pelos gritos de morte dos inocentes, seu olfato apenas presente o cheiro insuportável de enxofre. Por mais que tente, Visha esforça-se ao máximo para levantar-se do chão, mas seu corpo já cansado e ferido fica imóvel no solo da floresta.
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