Lendas 6: Por um bem maior

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Lendas 6: Por um bem maior

Mensagem por Malteris em Sex Jun 19, 2015 9:06 pm

Era uma noite de inverno, nevava em Tirisfal, Malteris estava ali na janela do último andar do Monastério Escarlate, observando os arredores do local, até que entrou um guarda.

- Senhor, achamos mais um intruso pelos arredores do Monastério, precisamos do senhor para tirar informações dele. – Disse o guarda.

- Está certo, vamos. – Falou Malteris.

Malteris saiu da sala em silêncio, estava junto ao guarda que o chamou. Os corredores pareciam ainda mais assustadores do que de costume, mas isso somente para os intrusos, para os Escarlates era a coisa mais normal.

Passaram pelo cemitério e então chegaram ao corredor que ficava as salas de torturas. Dava para se ouvir gritos de várias salas aonde aconteciam às torturas, no fim do corredor era onde tinham prendido o tal intruso.

Ao entrar na sala Malteris viu alguns zelotes escarlate torturando o prisioneiro que parecia ser um Alto Elfo, então pegou um dos zelotes pelo braço jogando-o para uma parede e o ameaçou dizendo: - Nunca mais torture alguém que vim para torturar, entendeu?

O zelote respondeu gaguejando: - Si...mm.., se...nhor...

Malteris então começou com sua tortura, que vinha desde psicologias quando físicas.

- Vamos homem quem é você? A quem serve? Por que veio até o Monastério? – Questionou Malteris.

O homem se recusava a falar, mas Malteris tinha seus modos de fazer as pessoas falarem tudo que ele quisesse. Foi chamar um sacerdote para começar a destruir a mente do homem.

- Podemos fazer isso da forma fácil ou difícil, só depende de você. – Disse Malteris de uma forma sarcástica.

- Nunca irei falar nada, escoria Escarlate, nós de Dalaran, temos nossa honra. – Disse o homem que aparentava ser velho.

- Dalaran? Ela caiu já faz anos, esta mentindo, seu podre. – Disse Malteris.

- Estou mesmo, olhe minhas vestes que seu pessoal tirou de mim. – Questionou o homem.

Malteris então foi até a mesa onde estavam as vestes do homem e teve a comprovação de que ele vinha de Dalaran, ainda mais que o homem carregava uma mensagem para os eruditos da cidade, e a carta parecia bem atual.

- Saiam todos, vou fazer a tortura das Trevas, se querem salvar suas vidas, saiam! – Disse Malteris.

- Sim senhor! – Disseram os soldados que estavam ali.

Após todos saírem, Malteris solta o prisioneiro sem ele entender nada, para explicar tudo, Malteris retira seu capuz que usa nas torturas.

- Você não pode ser ele? Pode? Mas o que faria junto a eles? Não é mais o homem que conheci Malteris? – Falava abismado o homem.

- Muita coisa aconteceu, velho amigo, vi que se quero recuperar meu reino deveria ter que me aliar a eles. – Disse Malteris.

- Mas a troco de que? Ser alguém horrível? Torturador? Maligno? Não deve mais ser o homem que conheci mesmo. – Disse o homem.

- Alrond faz tanto tempo que não entro em Lordaeron, na verdade faz muito tempo que não saio daqui, é quase proibido deixar o Monastério. – Disse Malteris revelando o nome do homem.

- Então saia daqui, Malteris, é sua chance de abandonar isso aqui, volte para Dalaran. – Disse Alrond, querendo convencer de qualquer maneira Malteris de voltar para Dalaran.

- Acha que é fácil sair daqui? Quem decidi abandonar a Cruzada Escarlate é morto. O último que tentou foi um elfo chamado Thalnos que agora tem como moradia o Claustro Esquecido. – Disse Malteris.

- Agora se tornou covarde, você tem que sair daqui, você tem família, homem. – Berrou Alrond.

- Não ache que não sei isso! Acha que nunca quis me matar por não ter minha família ao meu lado? – Gritou Malteris.

Após esses gritos um dos soldados que estava de guarda na porta perguntou se havia algo de errado lá dentro e Malteris disse que já estava terminando a tortura.

- Não posso sair da Cruzada Escarlate, não ainda, não agora; mas por hora posso te tirar daqui. – Disse Malteris.

- Espero que um dia saia deste lugar e volte para o caminho da Luz, mas como ira me tirar daqui? Vi que a defesa deste local é muito grande. – Disse Alrond.

- Sei como me livrar de dois problemas de uma vez. – Disse Malteris.

- Como assim? – Perguntou Alrond.

- Simples irei tirar você daqui e ao mesmo tempo acabar com o guarda da porta, não gosto muito dele, vamos dizer que já tivemos muitos desentendimentos. – Disse Malteris com um sorriso irônico.

- Não entendi muito bem o seu plano, mas aceito. – Disse Alrond.

- Farei isso, mato ele, você veste a armadura dele e colocamos as suas vestes nele, assim poderá sair daqui sem problemas. Agora pegue suas mensagens. – Disse Malteris.

- Agora entendi, ótimo plano, irei pegar as mensagens.

Após já estar tudo preparado, Malteris chama o guarda que estava na porta para dizer que tudo estava terminado.

- Aqui estou eu, senhor. – Disse o guarda.

- Pena que é a última vez que me vê. – Diz Malteris com sarcasmo.

- Como assim? – Questionou o guarda.

Então Malteris pega sua espada e atravessa o peito do guarda que estava distraído.

- Vamos Alrond me ajude aqui. – Diz Malteris.

Após o planejado estar pronto, Malteris queima o corpo do guarda que usava as vestes do mago e o prende onde estava Alrond. Depois Malteris e Alrond saem da sala, e passam por vários guardas.

- Fique de cabeça baixa Alrond, assim não irão perceber sua diferença. – Sussurra Malteris.

- Guardas podem tirar o que sobrou do elfo. – Ordena Malteris.

- Sim senhor. – Dizem os soldados.

- Pronto vamos sair daqui, conheço uma passagem secreta que te levará para uma torre perto de Amparo. – Diz Malteris.

- Eu já havia analisado, mas pelo que sei somente oficiais podem utilizar ela. – Questiona Alrond.

- Ainda bem que está usando as vestes do Tenente Scott. – Diz Malteris num tom irônico.

Felizmente Malteris e Alrond não tiveram nenhum problema no caminho para a tal passagem. O problema foi quando chegaram...

- Parem ai os dois. – Exclamou um dos guardas da passagem.

- Malteris quem é esse com você? Sabe que apenas oficias podem passar. – Disse outro guarda.

- Ele é o Comandante Dnorla Siretlam, não o reconhece, guarda? – Disse Malteris.

- Não existe nenhum Dnorla sei lá do que. – Disse o guarda.

- Será mesmo? Terei que chamar os inquisidores para resolver isso. – Disse Malteris tentando persuadir os guardas.

- Não precisa disso, Malteris. Pode passar comandante Dnorla. – Disse um dos guardas com grande receio.

Após isso, Malteris instrui algumas coisas para o elfo e volta para o Monastério. Mais tarde naquela noite pensaria no que o elfo falou e viu que a Cruzada Escarlate por fim seria uma ideia maluca e estaria totalmente errada em seus conceitos.

Alguns dias depois, Malteris planeja seu plano de fuga do Monastério, tudo isso em segredo, pois se descobrissem sua traição tudo estaria perdido para ele.

A fuga seria numa noite de verão, quando as estradas já estariam livres da neve, ele já havia descartado duas possibilidades de fuga: a passagem secreta que o elfo usou, pois seria capturado na região das Terras Pestilentas; e a outra seria a entrada principal do Monastério, teria então que usar uma saída secundária, que era bem protegida, mas naquela noite de verão, ela estaria livre, pois haveria uma cerimonia no Monastério, que precisaria de guarda total na entrada principal do lugar.

Tudo estava pronto naquela noite, até que alguém bate na porta de seu quarto com força.

- Abra Malteris, descobrimos sua traição, sabemos o que fez com Scott e que libertou o elfo, abra agora ou iremos nós mesmos fazer isso! – Gritou um comandante Escarlate.

- Eu sou inocente, não tenho nada haver com isso. – Disse Malteris.

- Mentira! Arcanista Mendel junto a outros soldados descobriram tudo! Já que não vai abrir por conta própria, nós mesmos fazemos isso. Gritou o comandante.

Nessa hora Malteris pega seus pertences e se joga contra a janela, pulando no telhado do Monastério, mal sabia ele que estava praticamente cercado, pois havia arqueiros por toda a parte, então Malteris se rende. Quando os guardas chegaram, encapuzaram-no e o levaram para uma cela no Monastério.

Já na cela, Malteris esperava seu fim. Foi quando entrou na cela um guarda, que iria busca-lo.

- Sua execução será lá fora, todos querem ver sua morte, traidor! – Disse o guarda.

Malteris prosseguiu junto ao guarda, calado.

Quando chegaram ao local, o mago retirou o capuz de Malteris. Ao poder ver novamente, viu vários guardas e Mendel para executar ele. Então viu que sua esperança havia acabado mesmo. Sua morte era certa.

Então, Mendel foi até Malteris.

- Sabem o que fazemos com traidores, meus caros?! – Gritou Mendel.

- Os matamos, mas antes os torturamos! – Gritaram os soldados.

- Sim, sim! – Gritou Mendel.

- Podem fazer o que quiserem comigo, mas saibam que eu finalmente vi a verdade nesta Cruzada Escarlate, vi que vocês não passam de loucos buscando mais loucura! – Gritou Malteris.

- Ora seu, calado! – Gritou Mendel, derrubando ele com um tapa.

- Vamos começar, o coloquem nesta mesa. – Gritou Mendel.

Malteris foi carregado para a mesa.

- Lembre-se tudo isso ira acabar quando dizer que quer misericórdia. – Disse Mendel.

- Nunca! – Disse Malteris.

- Então vamos lá. Que tal puxarmos ele pelas pernas e braços com cavalos? Tragam os cavalos! – Gritou Mendel.

Quando os cavalos chegaram, foram amarrados corda neles e em cada parte do corpo de Malteris.

- Vamos agitem os cavalos, faça-os correr, mas não muito só queremos tortura-lo!

Os cavalos começaram a cavalgar para lados opostos a Malteris, fazendo puxar seus braços e pernas, quase que os arrancando.

- Clame por misericórdia! – Gritou Mendel.

- Nunca! – Retrucou Malteris.

- Ora, ora, ora, é valente! Desamarrem os cavalos dele! – Gritou Mendel.

Alguns soldados foram e desamarraram Malteris dos cavalos e prenderam-o numa mesa existente ali.

- Vamos então jogar um pouco de magia arcana em você! – Gritou Mendel e seus subordinados magos.

Mendel e seus magos começaram a conjurar magia arcana derretida, ou seja, uma magia arcana que poderia queimar e derreter o corpo de algo.

- Clame por misericórdia! – Gritou Mendel.

- Nunca! – Gritou Malteris.

Então, Mendel jogou a magia derretida em Malteris fazendo queimar várias partes de seu corpo, principalmente no rosto, após a magia em seu corpo, estava quase sem cabelo e várias cicatrizes pelo seu corpo que brilhavam magia arcana (cor roxa). Mas Malteris não deu nenhum grito, mas havia doido muito por dentro.

- E então? Vai clamar por misericórdia? – Disse Mendel.

- Não! – Disse Malteris, já chorando de dor.

- Já chega então, cortem a cabeça, e encravem nas paredes do Monastério, servirá de exemplo para o próximo que tentar trair a Cruzada Escarlate! – Gritou Mendel.

Quando disse que iria cortar a cabeça de Malteris, todos vibraram.

- Venha carrasco, termine com ele, tenho que voltar a cerimonia dentro do Monastério. – Disse Mendel.

- Certo! – Respondeu o carrasco.

- E então vai dizer misericórdia agora, ou qualquer outra palavra? – Disse Mendel.

Malteris ficou calado.

- Corte a cabeça dele! – Gritou Mendel!

Então quando o machado ia cruzar sua cabeça, duas coisas aconteceram.

- Liberdade. – Gritou Malteris como se estivesse livre da Cruzada Escarlate para sempre.

E a segunda foi quando Alrond em sua forma de dragão com mais alguns magos em grifos chegaram para salvar Malteris no último momento. Logo que chegaram, um grifo pegou Malteris o tirando da batalha que iria acontecer. Depois Alrond queimou o carrasco, os outros magos junto a grifos derrubaram vários soldados, e Mendel humilhado entrou correndo no Monastério para alerta-lo. Foi quando o reforço Escarlate chegou e começaram a revidar, Alrond ordenou a retirada.

Depois de a batalha ter terminado, todos voltaram a Dalaran. Mais tarde naquele dia, Malteris acorda num quarto no Recanto dos Heróis, com Alrond na sacada do quarto observando os trabalhadores reconstruindo a cidade.

- Como você consegue chegar nas melhores horas, Alrond? – Pergunta Malteris.

- Sou ágil, logo depois que você me ajudou a sair do Monastério planejei a melhor hora para atacar e claro não esquecendo que tenho alguns informantes no Monastério, isso me ajudou e muito na hora de atacar. – Explica Alrond.

- De qualquer forma fico grato, mas espere... Como sabia que ia planejar fugir? – Pergunta Malteris.

- Eu fui preso, pois sabia que você fazia parte da Cruzada Escarlate, fiz tudo isso para te libertar, eu e antigos alunos seus, sabíamos que se atingíssemos seu espirito bom e conseguiríamos fazer você repensar tudo direito, precisamos de você para reconstruir a cidade. – Diz Alrond.

- Isso explica você não ter se transformado em dragão para se libertar. – Diz Malteris.

- Sim. – Confirma Alrond.

Malteris se levanta.

- Bem então vamos ao trabalho, pelo que você disse precisam de minha ajuda para reerguer a cidade, vamos lá.
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