Lendas 6: O Barão Sangrento

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Lendas 6: O Barão Sangrento

Mensagem por Malteris em Sex Jun 19, 2015 9:05 pm

Já passavam das duas e meia da manhã, e nenhum sinal de Sargo, faziam dois meses desde o massacre na cidade capital, o marido tinha ido com uma pequena milícia até lá para retomar Lordaeron, porém já havia passado algumas horas.

Lourdes andava de um lado ao outro do pequeno casebre localizado na Floresta de Pinhaprata, o único ponto quase intocável pela mácula dos mortos-vivos, pelo menos aonde ficava sua casa.

Sargo Alenthal era um dos senhores de Pinhaprata, Lourdes sua humilde esposa tinha lhe dado três filhos, Aurora, Marlow e Esperança. Suas terras eram pequenas, porém de extrema importância em relação a produção de alimentos, os Alenthal são uma das famílias fundadoras de Lordaeron, veio desde Strom com esperança de achar um novo lugar no mundo.

Foi numa noite fria que receberam a notícia “Perdemos a capital para o Flagelo, o príncipe nos traiu, matou o próprio pai”, nada pudera deixar Sargo tão abalado, levava Arthas como um grande homem, e um dia seria um rei tão bom quanto Terenas.

Quanto mais tentavam mais perdiam para o Flagelo, estavam bem próximos de avançarem para Pinhaprata, a sorte era que o príncipe se preocupava no leste de Lordaeron, e para todos que ficasse assim. Sargo e outros senhores de Pinhaprata se aproveitaram disso para tramar uma campanha ousada para tomar as Clareiras de Tirisfal, com a esperança de cercarem o príncipe, acabando com tudo.

Porém já faziam horas de que avançaram para lá e nenhuma resposta, sinal, nada, isso que angustiava Lourdes junto a suas crias, por precaução enviara Marlow para Eira dos Montes com sua tia, Esperança para Stromgarde com sua mãe e ficando consigo somente a mais velha, Aurora que se casara com um nobre da região a pouco.

Já estava perto do alvorecer, Aurora e Alfred tentaram colocar Lourdes para dormir, diziam que estava tudo bem com Sargo, porém a mãe não tirava os olhos da janela a qual tinha visão direta para a estrada principal, com esperança de ver o marido cruzar vitorioso e se afagar a esposa, porém só via homens indo de um ponto ao outro, caravanas de fazendeiros e homens criando barricadas, aquilo para Lourdes poderia significar duas coisas, ou seu marido pereceu e os mortos-vivos começaram a invadir, ou os senhores de terra querem impedir a fuga das famílias das terras.

O dia se passou e até o anoitecer nada se sabia, Lourdes tentara sair da casa e conseguir alguma informação dos guardas, mas fora proibida pelo marido, manteve os guardas do casebre de olho nela, foi então que os gritos começaram...

Lourdes pode notar pela janela que os mortos-vivos começavam a quebrar as barricadas e a defesa local estava sendo dizimada, desejara em tal momento que seu marido viesse e fugisse com ela para segurança, mas apenas viu Aurora tentar tira-la dali, mas não iria deixar sua posição, Alfred tentou de todo jeito tirar Aurora, mas a mesma não iria tirar o pé dali, não poderia abandonar a mãe, porém como um covarde abandonou as duas e fugiu.

O norte das terras de Alenthal brilhavam um vermelho carmesim, tentaram o fogo para conter os mortos, tal ato mostrava-se inútil, quando de repente, Lourdes avistou vários homens chegando próximos da sua casa, Aurora tinha sido levada por um dos guardas em segurança para o extremo sul, porém Lourdes não desistiu ficou ali até o fim, foi quando notou que não haviam mais guardas, e então viu apenas uma figura gigantesca na porta da casa, sorriu era seu amado Sargo, foi beija-lo. Quando trocaram salivas, Lourdes notou que sua boca estava fria e seu cheiro era diferente, quando olhou para o rosto de Sargo, notou que o mesmo estava pálido e com os olhos brilhando, foi quando ouviu seu amado dizer algumas palavras “Morra em nome de Arthas”, ao perceber o que houvera com seu marido apenas sentiu uma espada lhe transpassando e a vida se esvaiu.

Sargo brandiu sua espada e então levantará sua esposa da morte, como uma carcaça sem sentimentos, afinal cumpriu o que prometerá, fugiram juntos para o sul, onde levariam a esperança, a dádiva de Arthas.
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Re: Lendas 6: O Barão Sangrento

Mensagem por Visha em Ter Jun 23, 2015 11:18 am

De certa forma, terminou com "Felizes para sempre", não é? Hahahahah Razz
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