Drienna, a Banshee Escarlate

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Drienna, a Banshee Escarlate

Mensagem por DiBastet em Seg Ago 08, 2016 5:42 pm

Repost do forum da outra guilda, para que esse lore não desapareça junto com ela.


Histórico de Drienna "banshee escarlate", cavaleira da morte


O Começo

Drienna Folhaurea nasceu de uma família simples de elfos noturnos que viviam nas regiões da Costa Negra, na região que viria a ser reconstruída como Auberdine. Levada por seus amáveis parentes às sacerdotisas da Lua, seu nascimento foi marcado como auspicioso, e como é tradição na sociedade kaldorei, lhe foi profetizado um futuro: Que ela cresceria para ser uma grande e feroz guerreira, que viveria e morreria pela espada. E dessa forma a jovem Drienna recebeu suas tatuagens, a Marca da Espada.

Desde sempre a menina foi criada para um dia ser uma gloriosa sentinela, seu destino escrito nas estrelas mesmo antes de ela nascer. Apesar desse suposto dom natural, Drienna era um espírito diferente dos outros: Os livros das sacerdotisas, e as estórias sobre os altaneiros lhe eram muito mais interessantes do que seu destino profetizado de o que, em sua opinião, era ser uma “guardinha glorificada”.

Conforme entrava em seus anos de garota e não mais menina, Drienna cada vez menos era capaz de aguentar pequenas tradições que considerava enfadonhas e estúpidas, e planejou fugir para encontrar os altaneiros. Com informações compradas de caçadores, mercantes e outros tipos viajantes, ela conseguiu livros de história e arqueologia que só fizeram aumentar sua curiosidade. Com o tempo planejou uma fuga de suas terras e sua família para as terras ao Sul, tomando uma caravana para um pequeno enclave em Feralas.

Esse enclave, pouco mais do que uma torre fortificada e algumas casas, era lar de uns poucos altaneiros dissidentes e alguns fugitivos de Shen’dralar, que lá estudavam sua magia e mantinham o conhecimento e livros dos antigos altaneiros; absolutamente tudo o que a pequena Drienna desejava encontrar. A recepção, porém, não poderia ter sido mais fria e arrogante: Drienna precisou lhes servir com sua proeza em espada até ser aceita como realmente interessada e digna.

Por fim, a jovem Drienna acabou sendo aceita entre os Shen’dralar, iniciando seu treinamento com o mago Daros Lunalança. De início sofreu grandes dificuldades pois os altaneiros não eram conhecidos por sua paciência com seus aprendizes, especialmente com aqueles que não eram, de fato, de linhagem nobre. Ainda assim, a jovem perseverou e, conforme os anos se tornaram curtas décadas, pôde se considerar uma maga aprendiz. Nesse ponto, ela se considerava uma altaneira, o que sempre quis da vida.



A Descoberta do Novo Mundo

Quando a Aliança viajou para o Oeste, a sociedade élfica em geral teve de lidar não apenas com membros da horda procurando recursos mas com soldados da aliança em uma terra que não conheciam, e todos os problemas que isso veio a causar. Os altaneiros mostraram-se sempre neutros, evitando o conflito escondidos em suas torres, não se envolvendo com os problemas causados.

Os Shen’dralar apenas vieram a notar que sua posição de neutralidade e manter-se escondidos não iria render frutos quando a batalha pelo monte Hyjal ocorreu sem sua ajuda, e todos os elfos noturnos foram afetados. Mesmo o mais tolo dos elfos foi capaz de entender o que significava seu povo não ser mais imortal, e os estudados altaneiros entenderam isso mais do que os outros.

Compelidos à ação, os altaneiros de Eldre’Thalas removeram o subjugo de seu príncipe louco e decidiram colocar planos em ação para se apresentar novamente à sociedade noctielfa. Foi mais ou menos a esse tempo que Jaina Proudmoore fundou a cidade de Theramore com os sobreviventes das frotas da Aliança. Conhecendo a natureza pacífica e conhecimento mágico de Jaina, o agora líder dos Shen’dralar, arquimago Monden Sombracerta, enviou emissários à maga, incluindo Daros Lunalança, e sua aprendiz Drienna Folhaurea.

Jaina falou aos emissários sobre o mundo do outro lado do oceano, sobre os altos elfos, sobre o reino de Dalaran e o Kirin Tor. Fascinada pela possibilidade de conhecer um novo mundo e os descendentes dos altaneiros, Drienna se voluntariou para seguir com o grupo liderado por seu mestre aos Reinos do Leste.



Kirin Tor

Eldre’thalas era uma cidade destruída mas com sua beleza, e era exatamente o que Drienna esperava, porém nada teria a preparado para a visão de Dalaran. A cidade era algo imenso, coberto em uma potente barreira púrpura, e mesmo em meio à reconstrução a cidade era algo de beleza e cor que Drienna nunca tinha sido capaz de compreender. Onde em sua terra a magia era temida, evitada e escondida, aqui ela era honrada, mostrada com orgulho e dignidade.

Oferecendo seus poderes consideráveis à reconstrução da cidade, e sendo recebidos como primos distantes pelo Pacto de Prata, a comissão dos Shen’dralar pôde enfim pesquisar e conhecer muito dos segredos e conhecimentos de magia que tanto humanos quanto os altos elfos possuíam. Nesse ambiente, a sede juvenil por conhecimento de Drienna pôde ser saciada, e ela aprendeu muito do que seus mestres altaneiros a negavam anteriormente.

Com os anos que se passaram alguns dos magos da comissão receberam a oferta de se tornarem membros do Kirin Tor, e Drienna não conseguiu pensar duas vezes antes de aceitar. Orgulhosa de sua posição, seu orgulho só foi ainda maior quando seu mestre pediu que ela continuasse se esforçando, ajudando que eles, os altaneiros, retornassem à sociedade noctielfa. Essa foi a primeira, e a única vez, que seu mestre usou “nós altaneiros” referindo-se à Drienna também.



O Oblívio

Conforme os anos passaram, e Drienna tinha dado sua lealdade aos Kirin Tor, a ameaça do flagelo ressurgiu. Mais bem preparados para lidar com tamanho perigo do que durante a Terceira Guerra, diversos magos ajudaram as forças da Aliança contra os perigos do flagelo. Nesses dias de horror, o ataque do flagelo usou as mesmas táticas de anos atrás: Atacou o próprio alimento da população.

Vilas inteiras foram subjugadas, primeiro a febre, depois a transformação em zumbis. Semanas de terror surgiram conforme pequenos animais carregavam a praga que em poucos dias transformavam pessoas normais em monstros, e curandeiros da Aurora Argêntea não eram capazes de curar toda a população. Em suas capitais os líderes da Horda e da Aliança notaram a necessidade de ação, mas na frente de combate, Drienna como tantos outros magos evacuava inocentes e segurava com fogo arcano os avanços do flagelo.

E foi assim que Drienna morreu.

Para alguém com centenas e centenas de anos de aprendizado e conhecimento, e com tanto ainda para aprender, a morte foi um golpe duro para Drienna. Não fora uma passagem agradável, um além distante com luz ao fim do tunel, nada disso. A morte simplesmente significa o oblívio, o fim da experiência, o fim do aprendizado. O fim.

Mas, não era assim que as coisas seriam, e até hoje Drienna não consegue mentir para si mesma que preferia o Oblívio.

Como muitos heróis mortos nessas primeiras investidas, Drienna foi reanimada em Acherus, serva ao lich-rei. De todas as temíveis formas pelas quais um herói pode ser conspurcado, Drienna, uma maga, foi escolhida para ser uma cavaleira da morte. Em um processo doloroso ela se ergueu de uma fonte de sangue, suas memórias, desejos, vontades, conhecimentos, e tudo que a tornava quem ela era espremidos para fora dela, com proeza física, ódio e sanguinolência gravados à ferro e fogo no lugar. Com apenas a menor lasca de consciência, nua e coberta em sangue, logo Drienna parou de gritar, a dor trocada por desejo por sangue fresco. Ali ela agarrou uma lâmina rúnica e um manto, e partiu para obedecer o Lich Rei.

A estória dos Cavaleiros da Lâmina de Ébano é amplamente conhecida, e Drienna fazia parte do vasto exército de cavaleiros da morte que foi usado para tentar derrotar lorde Tirion Fordring. A Luz tocou esses cavaleiros da morte, e o controle do Lich Rei fora perdido, deixando-os livres pra suas escolhas, incluindo a ex-maga.



A Banshee Escarlate

Tudo o que um cavaleiro da morte foi em vida é arrancado dele, substituído por uma versão pior, cujas emoções boas são fracas e quase imperceptíveis, e as emoções negativas são fortes e governantes. Mas, acima de tudo, o que sentem é uma obcessão. E sobre isso, uma coisa ficava à frente na mente de Drienna: A lembrança de sua morte.
Para os elfos noturnos tradicionais, a quebra do ciclo é um destino pior do que a morte, e diversos elfos noturnos transformados em flagelados preferiram por um fim à sua não-vida ou pediram para seus irmãos noctielfos ou o grão-mestre Darion o fazer. Mas Drienna não era capaz. O horror da inexistência era muito, muito maior do que o horror da não-vida. Agarrando-se ao tolo desdém que sentia pela sociedade élfica em sua infância, Drienna criou para os outros e para si a mentira de que não tirava a propria não-vida pois era mais forte que os outros elfos noturnos, que a vingança era mais importante, ou que sempre achara seu povo e suas ideias de mundo estúpidas.

Na verdade, ela estava apavorada.
Apavorada de ver o que tinha se tornado. Apavorada ao ver seu poder mágico desaparecido. Apavorada ao ver a necessidade por magia mudar para uma sede tenebrosa por sangue quente. E, especialmente, apavorada por perceber que, apesar de tudo isso, estava grata por não estar morta de verdade. Um dos três sentimentos governantes do cavaleiro da morte: Medo.

Drienna porém sempre se sentiu diferente, superior, a outros cavaleiros da morte. Enquanto muitos corriam selvagens, urrando profanidades e usando seus poderes a esmo, Drienna considerava sua condição cuidadosamente, de forma empírica, como um mago o faria. Enquanto outros eram bárbaros selvagens, ela era uma graciosa elfa noturna. Enquanto uns apodreciam sem dar a mínima para a aparência, ela cultivava sua imagem de bela Banshee. Alguns soldados da aliança diziam que o sangue dos inimigos que ela não usava para se alimentar ela usava para pintar sua armadura, mas a verdade é que Drienna escolhera sua armadura escarlate justamente por que queria mostrar o quão diferente ela era. Não uma mera cavaleira da morte coberta em armadura de espinhos e pelos; ela era a Banshee Escarlate, terror do flagelo. O segundo sentimento governante do cavaleiro da morte: Orgulho.

Sua ira genérica por vingança a guiou junto à vanguarda da Aliança para Nortúndria, onde sua fama cresceu. Junto de muitos outros ela espalhou horror aos flagelados, respeito aos soldados e mesmo entre o conselho dos dragões, que viria a lhe apontar o jovem dragão vermelho Dárigasz como parceiro. Mas nada foi tão terrível para Drienna quanto encontrar novamente Dalaran, os Kirin Tor e seu mestre altaneiro. Não por que não foi bem-recebida como uma heroína e amiga, e não por que foi ignorada como uma aberração, pois nada disso ocorrera. O trauma foi por que ao olhar para seu quarto em Dalaran, seus equipamentos de encantamento, seus grimórios e feitiços antigos, ela pôde perceber, de verdade, tudo o que ela tinha perdido. Incapaz mesmo do feitiço mais simples, ela não era mais a mesma, mas possuia ainda assim uma segunda chance. Ela tinha sido estripada de tudo o que um dia foi. E foi essa ira que fez com que ela quase se tornasse o que ela enfrentava todos os dias, um monstro do flagelo. O terceiro sentimento governante do cavaleiro da morte: Ódio.

Foi somente a amizade com uma Draenaia, Nára do Sol Partido, que evitou que isso ocorresse. Nára a incentivou a não se prender nos feitiços e portais que não era capaz de fazer, e sim se lembrar que sempre quis tentar outras perícias, e que agora tinha a chance; Nára lhe contou sobre o sacrifício do Naaru M’uru e das palavras de perdão aos elfos sangrentos vindas do profeta Velen; Nára lhe apontou que existem boas causas para lutar, e que tudo que há de ruim dentro de você pode ser transformado em algo bom para alguém, em algum lugar.

Com o apoio da sacerdotiza, Drienna pôde aprender a controlar suas emoções negativas e canalizá-las na direção de seus inimigos. Conforme o Veredito Cinzento atacou a cidadela, no meio do caos da horda, os gritos de guerra da aliança, as magias do kirin tor, os uivos de vingança da lâmina de ébano e os sons profanos do flagelo, Drienna pôde dizer que era uma das cavaleiras da morte mais tranquilas consigo mesmo, mais certas de seu propósito lá. Ela estava em paz naquele momento, mesmo que nunca admita isso para sua amiga.



Fúria do Pacto de Prata

Com a derrota do Lich-Rei muitos cavaleiros da morte perderam seu propósito e começaram a vagar; alguns achando respostas e outros tirando as próprias vidas. Sem o propósito maior, muitos se perdiam em seus sentimentos, sejam ativos ou passivos, virando máquinas de matar ou coisas depressivas. Tornavam-se tudo menos pessoas, constantemente perseguidos por fantasmas sombrios que lhes puxam para baixo na espiral de loucura.

Com a ajuda da sacerdotiza, porém, Drienna conseguiu compreender uma faceta de sua natureza e de seus pares: Um cavaleiro da morte é capaz de se manter são enquanto tiver uma obcessão para guiar seus desejos. Não meramente um objetivo, Drienna compreendeu que seus irmãos precisam precisar de algo, necessitar, querer, lutar por algo, ou tornam-se loucos. Drienna entregou sua espada aos Kirin Tor, através do Pacto de Prata, e decidiu que catalogar as escolhas de seus irmãos em morte seria sua obcessão, e para esse fim passou os meses seguintes perseguindo e rastreando irmãos em morte, algumas vezes com resultados catastróficos.

Os anos seguintes passaram como um borrão para Drienna, compensando sua dualidade de agressividade e morte, com sua natureza inquisitiva. Fora apenas após os seus em Dalaran serem feridos e afetados pela Horda, e que a cidade voadora deixara Nortúndria, que Drienna abandonara o passado e a Lâmina Gélida do Inverno para trás, para lutar ao lado de seus irmãos da Aliança.

Ela agora era dona de ira justa, purificada na luz; ela era Drienna, a fúria do pacto de prata.
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