[OOC; Odriel] A Fogueira

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[OOC; Odriel] A Fogueira

Mensagem por Vinny Locatelli em Ter Jun 23, 2015 8:03 pm

Foi numa calma vila do Planalto Arathi que nasceu e se criou Odriel Vitaluz, filho de Nobres. Nessa vila de costumes antigos, poucos tinham a oportunidade de estudar algo ou de se destacar em algo. A grande maioria virava fazendeiro, por falta de interesse ou chances. Para Odriel, nenhuma das duas coisas era faltosa. Desde que era moleque era fascinado pela natureza e pela magia.
Aos seus doze anos, o ancião da vila, que era seu amigo, até mais próximo que seus pais na verdade, disse que ele estava preparado para seguir seu caminho no estudo.
Odriel sempre foi fascinado pela noite e pela natureza. Sem pensar duas vezes, o Ancião aconselhou que ele seguisse o Caminho do Guardião da Colheita, costumes muito antigos e quase esquecidos pela humanidade, na verdade, ou mesmo ser um caçador livre... quem sabe um xamã. Odriel parou de ouvir quando o ancião mencionou o caminho druídico. Os pais dele certamente desaprovariam tal decisão, já que uma vez primogênito de nobres, teria de assumir as terras da família. E como todos os outros jovens na condição dele, ele odiava tal ideia.
Odriel cresceu forte em seu caminho, aprendeu como suas mãos poderiam curar apenas com um toque, ou como a natureza funcionava. Infelizmente aprendeu que em alguns momentos suas mãos serviriam de alívio ao tirar o toque da vida. Ele nunca gostou de fazer isso. Sempre acreditava que haveria outra maneira.
Num dia, encontraram-se todos da vila. Era um acontecimento incomum. Era a morte de um bruxo. O desprezível crápula havia tentado ceifar a vila para um de seus fins vís.
O ancião decide: vai morrer da forma que matou. Queimando.
É armada então uma enorme fogueira no centro da vila. A clássica morte de bruxos na fogueira. Odriel assistia fascinado esse ritual torpe de redenção. Algo o deixou inquieto.
Passam-se algumas horas, e sua inquietação se expande. Por quê? Odriel se confessa com seu amigo velho.
“-Eu sei, criança. Sei porque se sente assim.” De fato, ele sabia. Odriel desejava saber por que tal caminho era tão errado, já de uma vez que esse foi o único a ele proibido. “-Não vou permitir que conheça essa estada sem rumo.” – continuou o ancião.
“-Mas nem tudo pode ser tão ruim. Deve haver..” – Foi interrompido. “Não, Odriel, eu disse que não!”.
Cabisbaixo e ainda curioso, o jovem volta a praticar suas habilidades, passando também a meditar sobre o que aconteceu.
Ora essa, o jovem não pararia até saber o que precisava. Ele aprendeu alguns truques com sua mãe, na verdade. Era hora de usá-los.
Juntou trinta moedas de ouro num saco, pegou um enorme livro velho e foi de encontro ao vigilante da vila..
“-Eu pego esse livro... coloco esse no lugar... você o queima, como o ancião disse... você ganha um dinheirinho pra sua filha... e nenhum de nós viu o outro essa noite, tudo bem?”
O vigilante faz que sim com a cabeça e o garoto sai ás pressas com o livro do bruxo.
Sem pensar bem no que fazia, Odriel volta para casa. Ele encontra com seu pai, que estava o esperando na porta de casa. O pai, meio tonto, até indagou sobre o livro, mas o jovem soube o driblar.
Nobres são meio paranoicos e vivem com medo de rebeliões dos camponeses, então, em suas casas sempre há rotas de fuga e porões.
Odriel aproveitou-se disso e usou um dos porões para estudar esse livro. Era um livro de maldições e sombras. Assustou-se ao descobrir que as sombras também podiam curar como a luz fazia. Praticava durante o dia o druidismo, e durante a noite, as sombras.
Passaram-se alguns anos e muitos livros. Dezessete ele tinha. Era a hora de escolher. Nobre ou místico. Revelou então seus estudos secretos e mostrou que as sombras não eram tão ruins quanto pintavam. De nada adiantou. Foi caçado pelos próprios amigos. Correu até o meio da vila. O próprio ancião ordenou sua morte. Cercado e com medo, o jovem começa a mostrar o que aprendeu.
Suas sombras apagaram toda a fonte de luz, dando uma brecha para que ele fugisse. Ele aguardou durante dias nos arredores da vila. Ele ainda era procurado.
Uma fogueira permanecia armada no meio da vila. Era dele. Então, ele volta as costas para a vila para ir e nunca mais voltar. Sente então uma mão em seu ombro, o segurando. Era o ancião.
“-Garoto idiota! Eu te avisei! Tome e isso e suma daqui!”
O ancião deixou uma bolsa com os livros de Odriel no chão e voltou para a vila em seus passos vacilantes de velho.
Odriel corre na direção do velho e o abraça. Em seguida, pega a bolsa do chão e sai correndo. O que ele não sabia, e nem nunca saberia, é que o venerável ancião de bom coração já fora um bruxo também.
Agora sem rumo e só, Odriel vaga.
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Re: [OOC; Odriel] A Fogueira

Mensagem por Vinny Locatelli em Ter Jun 23, 2015 8:09 pm

(posto a parte dois assim que encontrar ela)
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