Lendas 7: Os Juba Negra

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Lendas 7: Os Juba Negra

Mensagem por Malteris em Sex Jun 19, 2015 9:19 pm

A Ilha da Velha Âncora nem sempre fora o abrigo do Pacto Áureo, no passado ela fez parte de um arquipélago conhecido como Argno’Zul. Tal região foi refúgio da tribo tróllica Juba Negra por mais de setecentos anos, quando esta foi obrigada a fugir de seu ponto original na Serra Gris depois de uma guerra com o resto do Império Drakkari.

A tribo Juba Negra era uma das que formavam o Império Drakkari, seu líder era o guerreiro Argno, o Traídor. Foram leais ao império por muitos e muitos anos, mas o grande problema dessa tribo era a cobiça e ganância, desejavam alto. Argno tentou aplicar um golpe no Imperador de Gelo Garabar junto com suas tropas, ele era um grande guerreiro, mas um péssimo estrategista, conseguiu matar o Imperador, mas só ficou no poder por dois dias, o tempo necessário para as tropas do filho de Garabar expulsarem os rebeldes, por sorte Argno conseguiu escapar.
Baka’Jin, o novo imperador ordenou a caça de todos os Juba Negra como vingança, em algumas semanas todos as vilas na região de Zul’Drak foram destruidas, uma verdadeira guerra civil tróllica se eclodiu, as forças de Argno se amontoaram no extremo sul de Serra Gris. Em uma batalha próximo a Bastilha Drak’Tharon, o exército de Argno foi dizimado, o próprio imperador esteve nessa batalha, Halak, filho do líder Juba Negra, chegou para auxiliar ao pai.

O imperador ao render todos, primeiramente cortou o braço de Argno e o espancou muito, focado na tortura dos capturados não percebeu as tropas de Halak que subjulgaram o imperador. Baka’Jin rapidamente tentou convencer que qualquer movimento dos Juba Negra seria inutil, a batalha estava vencida, mesmo sendo um garoto, Halak soube articular o imperador, dando a vida de seu pai e dos últimos de suas tropas, em troca da sobrevivência de toda a tribo. Baka aceitou, mas com a condição de que os Juba Negra nunca se expandissem e ficassem na posição que estavam. Após deixar seu pai ser levado para a morte certa o jovem troll ficou conhecido como Halak, o Padrecida.

Halak’Jin voltou como um líder covarde e frouxo para muitos, para outros um herói que optou pela salvação da tribo, mas ele tinha uma carta na manga, ele poderia ter chegado a tempo para se juntar a seu pai em campo de batalha, ele atacou uma vila costeira de vraikalens invés disso, roubou alguns barcos. O jovem troll era um dos defensores dos cofres de Gundrak, roubou tábuas mágicas e então instruiu sua tribo a pegar os barcos e procurarem um novo lar.

Os Juba Negra vagaram por muitos meses ate avistarem um arquipélago, Halak queria um império só seu, então em cada ilha destacava um barco, escolheu a maior para erguer uma grande cidade, Halakrar, levaria anos, mas logo seria imperador, completaria o sonho que seu pai teve. O jovem líder, não mais era jovem, os anos se passaram seu império cresceu e logo teria poder para talvez invadir Zul’Drak, mas mesmo assim não viveria para tal, já tinha uma idade extremamente avançada nove e dois anos para os trolls, é claro. Ele já era um imperador, mas para dominar tudo e todos, precisaria ser imortal, e para isso teria que ser um deus.

Dizem que por mais de cem anos pesquisou formas de se tornar imortal, muitas tentativas falharam, até que resolveu usar as tábuas roubadas em Gundrak para conseguir entrar em contato com os Loas e então se tornar imortal, montou na montanha mais alta de Halakrar, um altar belo e venerativo, por um dia inteiro canalizou a magia e ao fim do dia um feixe de luz negra foi içado aos céus... Horas depois os mortos voltaram, a cidade pegou fogo e em uma semana a lha principal junto com as cinco mais próximas desapareceram, segundo relatos o que sobrou das ilhas está no fundo do mar.
Halak’Jin talvez não tenha conquistado sua imortalidade, mas mais que isso fez sua cobiça destruir todo o trabalho de sua vida, apenas três ilhas restaram de Argno’Zul, os sobreviventes das demais ilhas se reuniram nelas e por muitos anos se fecharam, abatiam barcos piratas para nunca saberem de sua localização, mas isso não foi o suficiente para impedir a marinha de Kul Tiraz, que em dez anos acabou com todo o foco de resistência, construiram guarnições nessas ilhas para vigiar os mares de piratas, quando o Cataclisma chegou, essas ilhas foram atingidas, e apenas uma delas restou, por conta disso, a expedição humana foi abandonada até anos depois o Pacto Áureo tomar posse do lugar.

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